A Gigantesca Árvore Genealógica dos Poetas
Alguém, lá na frente, no Farol dos Tempos, ainda vai terminar o desenho da gigantesca árvore genealógica dos poetas e grandes pensadores, do primeiro ao último, último não pois talvez a poesia não se finde e o poeta, para sempre exista, em outro e em outro...
Das raízes às folhas dessa grande árvore dos poetas há nomes que vão de “William Shakespeare ao talentoso amigo das letras Takinho”.
A escrita conecta pessoas, criam elos, não só entre escritores e leitores, mas, também revelam uma ligação entre poetas e pensadores.
Muitas vezes sem lermos um poeta do passado, sem termos a menor ideia sobre sua obra, criamos algo semelhante em essência e relevância, um século, dois, cinco, depois da primeira inspiração ter vindo ao mundo. A poesia transcende ao tempo. Inspira, cuida, trata e cura. Ela não é o remédio, é a receita – escrita – e, propriamente dita. Os maiores pensadores a fragmentaram em frases curtas e reflexões mesmo assim não deixam de ser; poesia.
Veja a conexão na prática:
O filosofo Sêneca a uns 2 mil anos atrás escreveu:
“Sofremos mais na imaginação do que na realidade”.
Então, uns 2 mil anos depois, o poeta Takinho trouxe à luz do mundo a sua inspiração:
“O vazio é sempre muito cheio de tudo... faz algazarras no seu interior e depois, transborda em nada” *
A prosa do pensador contemporâneo Takinho segue um viés poético e tece essa frase com a sensibilidade de quem costura seda. Já Sêneca, o antigo filosofo, conduziu o “limbo do vazio e da imaginação” pelos caminhos mais sinuosos da mente humana. O elo entre eles está no próprio “limbo do vazio e da imaginação” que existe entre poetas e pensadores.
Penso que nesse espaço desconhecido, há, tão somente, folhas brancas e, grafite, para preenche-las. Por lá ninguém é dono da poesia que escreve pois, de tempos em tempos, um vento sopra, fazendo as folhas voarem, denunciando a inspiração aos outros residentes do desconhecido espaço, que terão por sua vez a tranquila missão de continuar o texto soprado. Penso, ainda, que – também -, de tempos em tempos, mensageiros da poesia sussurram nos ouvidos de um seleto grupo as palavras encarceradas daquela sala mágica. Então, assim nasce e renasce a inspiração com a passagem do tempo.
Conexões estabelecidas.
Pontes feitas e ligações realizadas.
Eis a POESIA!
Essa singela crônica escrevi com a intenção de homenagear o poeta e escritor contemporâneo Takinho. Ele foi a primeira pessoa a me dar as boas-vindas no site "recando das letras", e, quisera os ventos que sopram as boas inspirações que essa primeira visita à minha escrivaninha fosse de alguém talentoso e de sensibilidade ímpar, realmente - e mesmo que não assuma; um Poeta! - Sua escrita é inspiradora.
Recomendo que o leiam.
*trecho retirado da prosa poética Canções de silêncio do Talentoso, amigo e escritor, Takinho, que publica seus textos no site recanto das letras.
Por Anderson Horizonte - Autor de “Rios de Lembranças” e “Amores Engavetados”
Instagram @andersonhorizonte_escritor
site: www.andersonhorizonte.com.br
www.recantodasletras.com.br/andersonhorizonte
* Meu Romance de estreia - livro físico:
RIOS DE LEMBRANÇAS - HORIZONTE, ANDERSON | Livraria Martins Fontes
* Minha nova obra “coletânea poética”:
Amores Engavetados - Anderson Horizonte - Livraria Ipê Das Letras
* Meus e-books: Site Amazon
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