Performar X Existir
Não se cobre por “performar”
Se cobre por “existir”
Você NÃO PRECISA correr “5km”
Mas se quiser; corra!
Se preferir; sente-se no banco e aprecie.
Você não precisa do shake matinal mágico
Mas se quiser; faça.
Se preferir; um café, um pão e a oração vai super bem!
Você não precisa do lugar novo todo fim de semana.
Mas se quiser; vá.
Se preferir; “lugares imaginários” em diálogos com pessoas reais não tem preço.
Você não precisa de todas as Marcas que poluem as janelas existenciais
Mas se quiser; adquira.
Se preferir; que a sua Essência seja a Marca para o outro.
Você não precisa do carro novo “de novo”.
Mas se quiser; troque.
Se preferir; o que já tem, muito provavelmente, te leva bem!
Você não precisa do primeiro milhão antes dos trinta como fingem conquistar.
Mas se quiser; corra nessa direção.
Se preferir; ao fim do dia compre um milho - com pouco sal e manteiga – e divida com seus amores.
Você não precisa de nada da novela virtual - do outro – que lhe é apresentada, dia a dia,
aquela que só há “conquista, prosperidade, viagem”, “o melhor da vida”,
mas que por trás das cortinas, muitas vezes, há somente; “fachada, inveja, desamor, dívidas e mentiras”.
Não se cobre por “performar”
Se cobre por “existir”.
E existir é pessoal,
muitas vezes bem diferente
mas muito diferente
do que nos vendem na rede social.
Obs.: O autor não tem a intensão de julgar quem quer - e tem – a pretensão de performar, nota-se na repetição da frase “Mas se quiser...”. O texto ganha vida para cuidar daqueles que estão do outro lado da tela e que por tantas razões não conseguem entender como o mundo virtual pode ser perigoso emocionalmente, espiritualmente, financeiramente, existencialmente, querendo nos fazer existir no outro e não em nós mesmos. Existir é olhar para si e não para o outro. Diferente da rede social que é, justamente, o contrário; olhar para o outro e não para si. “Equilíbrio” sempre será a palavra para a vida, o problema não é estar na rede social, é substitui-la pela vida real. Essa troca não pode existir. O pensar e agir tem que ser seu, sempre seu, nunca do outro, e quanto mais tempo gasta-se na vida virtual mais você transforma sua vida real e, na maioria das vezes essa troca é, sem sombra de dúvidas, sinônimo de perda, da sua real existência e de outros.
Por Anderson Horizonte autor de “Rios de Lembranças” e “Amores Engavetados”
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